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Posted on sábado, 24 de novembro de 2012 @ 17:17 < 0 cheonsa >
Meu Amor
Olá meu amor, eu sei que é tarde mas eu prometi que te ia escrever, e aqui estou eu, com frio e saudades, saudades daquilo que éramos e do que poderíamos vir a ser. Já pensas-te com seria? Tu e eu juntos, parece surreal não é, depois de tudo o que passamos. Mas quem errou fui eu, deixei o orgulho apoderar-se e acho que te perdi. Só quero que saibas que te amo e que sempre te amarei. Estou cansada, devia ir dormir, mas neste momento tu és mais importante, tu e aquilo que sinto por ti.
Só queria que voltássemos a ser o que éramos neste momento é o meu único desejo, amar não é como nos filmes, mas não é isso que eu quero, eu quero ter o meu filme, e acima de tudo quero vivê-lo contigo, sim contigo e com mais ninguém, meu amor.
Posted on terça-feira, 12 de junho de 2012 @ 16:28 < 1 cheonsa >
Morrer é só não ser visto
Ainda me lembro dele, era um senhor com alguma idade tinha uns 70 anos por ai, todos os dias á noite sentava-se na sua grande cadeira vermelha com bordas de ouro e em frente á lareira abria o seu livro, um livro muito particular, era tão particular que me ficou na memória até hoje 'Morrer é só não ser visto ' era um livro pequeno e com uns desenhos meio esquisitos na capa, esse senhor sentava-se e lia esse livro como se estivesse a ler para alguém que estivesse na cadeira ao lado uma cadeira igualmente vermelha e com bordas de outro, aquela casa era bastante agradável tinha alguns quadros na parede, uma lareira, um sofá, e duas cadeiras grandes, havia também um pequeno armário com uma jarra com flores em cima eram rosas, rosas vermelhas e brancas eram de uma beleza extraordinária.
Todos os dias saía de casa á noite para me esquecer de todos os meus problemas, vestia o casaco com capuz metia os phones nos ouvidos enfiava o capuz e ia andando. A rua era escura e nada me chamava á atenção excepto aquela casa 'numero 21' as cortinas estavam sempre abertas e uma luz trespassava os vidros como raios de sol, o senhor estava sempre a fazer a mesma coisa como se estivesse lá alguém porém apenas eu não conseguia ver, era uma sensação esquisita, o senhor acenava-me sempre e esboçava um sorriso, retribuí sempre e depois disso sentia-me como se estivesse mais completa.
Um dia ao percorrer a mesma rua mais uma vez reparei que as cortinas estavam fechadas e os estores para baixo, achei pois durante 2 anos foi sempre assim, porém continuei a andar, cheguei a casa e fui dormir.
No dia seguinte ao entrar no café pedi o pequeno almoço e abri o jornal a notícia em destaque chamou-me á atenção ' Idoso encontrado em casa morto á cerca de 2 anos ' , por todo o meu corpo correu um arrepio, não era de frio muito menos de medo, meti na cabeça que não era aquele senhor que eu via todos os dias durante 2 anos, até que li o testemunho de um senhor que pelos vistos morava mesmo á frente da casa : ' Havia uma menina que todos os dias passava á frente da casa e parava, essa menina sorria sempre para dentro da escura casa onde a lareira á muito que já não era acesa ' , nesse preciso momento agarrei nas minhas coisas e saí daquele sítio, decidi ir até á casa, era realmente uma casa muito escura e via-se que a lareira não era acesa á muito tempo, estava-me a ir embora quando sinto novamente aquele arrepio, e nunca mais voltei aquela casa, a verdade é que até hoje nunca soube a verdade.
Posted on quarta-feira, 6 de junho de 2012 @ 10:34 < 0 cheonsa >
Preciso de ti Porra !
São 4 da manhã, não conseguia dormir e por isso liguei o computador e aqui estou eu a escrever-te mais uma vez. Os meus dedos estão gelados, estamos em Dezembro, tenho frio, estou a ficar sem força, o computador está frio e o edredão também, estive a pensar em ti, estive a pensar em nós, não tenho feito outra coisa ultimamente.
Desde que foste embora, eu mudei parece que fiquei mais fria, diferente, estou sozinha. Preciso de ti, só agora é que percebo o quanto tu me fazes falta.
Olho para a janela embaciada, com a manga da camisola limpo a janela e observo o céu azul escuro, vejo as estrelas uma particularmente, não sei porquê mas brilha mais que as outras todas, oiço o barulho dos grilos, das rãs e dos sapos que dormem no lago, uma leve brisa corre-me a cara, é uma sensação fantástica, como nunca senti antes, as folhas voam por ai e a chuva cai de vez em quando, límpida e suave.
O mundo parece perfeito visto 'de fora' mas continuo a sentir-me vazia, pergunto-me porquê, pergunto-me se fui eu que errei ou se foste tu, não arranjo resposta e fico frustrada com isso.
Deves estar melhor agora, estejas onde estiveres, acredita que vou sempre amar-te . Preciso de ti aqui e agora PORRA !
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